sábado, 28 de fevereiro de 2009

Boa poesia....


"Não desças os degraus do sonho

Para não despertar os monstros.

Não subas aos sótãos - ondeOs deuses, por trás das suas máscaras,

Ocultam o próprio enigma.

Não desças, não subas, fica.

O mistério está é na tua vida!E é um sonho louco este nosso mundo...

""Se as coisas são inatingíveis... ora!

Não é motivo para não querê-las...

Que tristes os caminhos, se não foraA mágica presença das estrelas!

""Tão bom viver dia a dia...

A vida assim, jamais cansa...

Viver tão só de momentos

Como estas nuvens no céu...

E só ganhar, toda a vida, Inexperiência... esperança...

E a rosa louca dos ventos

Presa à copa do chapéu.

Nunca dês um nome a um rio: Sempre é outro rio a passar.

Nada jamais continua, Tudo vai recomeçar!

E sem nenhuma lembrança

Das outras vezes perdidas, Atiro a rosa do sonho Nas tuas mãos distraídas..."


Mario Quintana



Não te amo como se fosses rosa de sal, topázioou flecha de cravos que propagam o fogo:te amo como se amam certas coisas obscuras,secretamente, entre a sombra e a alma.


Te amo como a planta que não floresce e levadentro de si, oculta, a luz daquelas flores,e graças a teu amor vive escuro em meu corpoo apertado aroma que ascendeu da terra.


Te amo sem saber como, nem quando, nem onde,te amo diretamente sem problemas nem orgulho:assim te amo porque não sei amar de outra maneira,senão assim deste modo em que não sou nem éstão perto que tua mão sobre meu peito é minhatão perto que se fecham teus olhos com meu sonho.


Pablo Neruda

Bem no fundo do sonho estão os sonhos.

A cada Noite quero perder-me nas águas obscuras

Que lavam o dia, mas sob essas puras Águas que nos concedem o penúltimo Nada Pulsa na hora cinza o obsceno portento.Pode ser um espelho com meu rosto distinto,Pode ser a crescente prisão de um labirinto Ou um jardim.

O pesadelo sempre atento.Seu horror não é deste mundo.

Causa inominada Alcança-me desde ontens de mito e de neblina;

A imagem detestada perdura na retina A infama a vigília como a sombra infamada.Por que brota de mim, quando o corpo repousa

E a alma fica só, esta insensata rosa?


Jorge Luis Borges

Com a fronte voltada para o chão e o pensamento alto,ia eu andando, andando,e na senda do tempose lançava minha vida em busca de um desejo.

Junto ao caminho cinzento vi uma vereda em flor e uma rosa cheia de luz, cheia de vida e de dor.

Mulher, flor que se abre no jardim:as rosas são como tua carne virgem,com sua fragrância inefável e sutil e sua nostalgia da tristeza.


1921 - Poemas Esparsos

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Abandonando o passado...




Deixe que os mortos enterrem os mortos


Reúna coragem, pois a jornada já começou. Mesmo se você voltar, não irá encontrar a mesma praia outra vez. Mesmo se você voltar, os velhos brinquedos não o ajudarão em nada, você já não tem o que fazer com eles, pois saberá que são brinquedos.


Agora aquilo que é real deve ser encontrado, deve ser pesquisado. E não está muito longe: está dentro de você.


Um homem que vive de acordo com o passado certamente irá encontrar tédio, falta de sentido e uma espécie de angústia: "O que estou fazendo aqui? Por que continuo a viver? O que há no amanhã?


Outra repetição do dia de hoje? E tudo que houve hoje foi uma repetição de ontem."


Então qual é o sentido?


Por que ficar se arrastando do berço até a sepultura, cumprindo a mesma rotina?Isso pode ser bom para búfalos ou asnos, porque eles não têm uma memória do passado, não têm qualquer idéia sobre o futuro.


Eles não ficam entediados, porque é necessário uma certa consciência para que haja tédio.


Essa consciência percebe que você já fez isso antes, que está fazendo de novo e que o fará mais uma vez amanhã, porque você não sai do passado, não deixa que ele morra, você o mantém vivo.


Esse é o dilema que todos encontram na vida e a única solução é deixar o passado morrer.Há uma linda história na vida de Jesus.


Ele chegou a um lago, cedo pela manhã, antes que o sol nascesse. Um pescador ia jogar sua rede no lago, quando Jesus colocou sua mão no ombro do pescador e disse: "Durante quanto tempo você vai fazer essa mesma coisa, todos os dias - manhã, tarde e noite - apenas pescar? Você acha que isso é tudo que há na vida?.


"O pescador disse: "Nunca havia pensado nisso,mas, como você fez a pergunta, entendo o que você diz, deve haver algo mais na vida.


"Jesus então disse: "Se vier comigo, lhe ensinarei como pescar homens, em vez de pescar peixes." O homem olhou nos olhos de Jesus. Havia tanta profundidade, tanta sinceridade, tanto amor que não era possível duvidar daquele homem, havia um silêncio tão grande a seu redor que não era possível dizer não para ele.


O pescador atirou sua rede na água e seguiu Jesus.Quando eles estavam prestes a deixar a cidade, um homem veio correndo e disse ao pescador: "Seu pai, que estava doente há dias, morreu. Volte para casa!"O pescador perguntou a Jesus: "Dê-me apenas três dias, para que eu possa cumprir os últimos rituais que um filho deve desempenhar quando seu pai morre.


"Jesus respondeu ao pescador - e essa é a frase da qual gostaria que vocês se lembrassem:

"Deixe que os mortos enterrem os mortos, você vem comigo.


"O que ele quis dizer?


"Toda a cidade está repleta de pessoas mortas.


Elas irão lidar com o corpo de seu pai. Você não é necessário, você vem comigo."A cada momento algo está morrendo.


Não seja um colecionador de antiguidades: deixe para trás tudo aquilo que está morto. Continue com sua vida, com sua plenitude e intensidade, e nunca irá se defrontar com nenhum dilema, nenhum problema.

OSHO

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Um haiku



O ladrão
a deixou para trás -
A lua na janela.


Ryokan


Foi justamente isso que Ryokan escreveu logo que o ladrão foi embora.


Toda a história é bonita....


Uma noite um ladrão entrou na pequena cabana de Ryokan.

Ryokan tinha apenas um lençol que ele utilizava noite e dia para cobrir seu corpo.


Isso era a única coisa que ele possuia.

Ele estava deitado mas não estava adormecido, então ele abriu os olhos e viu o ladrão entrando.


Ele sentiu muita compaixão por ele pois sabia que não havia nada na casa. “Se o pobre companheiro tivesse me informado antes, eu poderia ter pedido alguma coisa aos vizinhos e teria guardado aqui para ele roubar. Mas agora, que posso fazer?”


Vendo que nada havia, que ele tinha entrado na cabana de um monge, o ladrão fez menção de sair.


Ryokan não pôde resistir.


Ele deu seu lençol ao ladrão.


O ladrão disse, “Que você está fazendo? Você ficou despido. Essa noite está muito fria!”


Ele disse, “Não se preocupe comigo. Mas não se vá de mãos vazias. Eu gostei desse momento, você me fez sentir como um homem rico. Ladrões geralmente entram nos palácios dos emperadores. Por você entrar aqui, minha cabana também tornou-se um palácio, eu também tornei-me um emperador. Na minha alegria isso é um presente”.


Mesmo o ladrão ficou sentido por ele e disse, “Não, eu não posso receber esse presente pois você não possui coisa alguma. Como é que você vai passar a noite?

Está tão frio, e está ficando mais frio!”


Ryokan disse com lágrimas nos olhos, “Você me lembra de novo e novamente da minha pobreza. Se tivesse em meu poder eu me apoderaria da lua cheia e a daria a você”.


Quando o ladrão foi embora ele escreveu em seu diário:
O ladrão
deixou-a para trás -
A lua na janela.


Estes haikus não são poemas comuns. Estas são declarações de profunda meditação.


Dogen, The Zen Master: A Search and a Fulfillment

terça-feira, 28 de outubro de 2008

Desafio Ético


Por Frei Betto.


Ao viajar pelo Oriente, mantive contatos com monges do Tibete, da Mongólia, do Japão e da China.

Eram homens serenos, comedidos, recolhidos em paz em seus mantos cor de açafrão.

Outro dia, eu observava o movimento do aeroporto de São Paulo: a sala de espera cheia de executivos,com telefones celulares, preocupados, ansiosos, geralmente comendo mais do que deviam.

Com certeza, já haviam tomado café da manhã em casa,mas como a companhia aérea oferecia um outro café, todos comiam vorazmente.


Aquilo me fez refletir: "Qual dos dois modelos produz felicidade?


"Encontrei Daniela, 10 anos, no elevador, às nove da manhã, e perguntei: "Não foi à aula?"Ela respondeu: "Não, tenho aula à tarde".


Comemorei: "Que bom, então de manhã você pode brincar, dormir até mais tarde"."Não", retrucou ela, "tenho tanta coisa de manhã..." "Que tanta coisa?", perguntei."Aulas de inglês, de balé, de pintura, piscina", e começou a elencar seu programa de garota robotizada.

Fiquei pensando: "Que pena, a Daniela não disse: "Tenho aula de meditação!

"Estamos construindo super-homens e super-mulheres, totalmente equipados, mas emocionalmente infantilizados.

Por isso as empresas consideram agora que, mais importante que o QI, é a IE, a Inteligência Emocional.

Não adianta ser um super-executivo se não se consegue se relacionar com as pessoas.

Ora, como seria importante os currículos escolares incluírem aulas de meditação!

Uma progressista cidade do interior de São Paulo tinha, em 1960, seis livrarias e uma academia de ginástica;hoje, tem sessenta academias de ginástica e três livrarias!

Não tenho nada contra malhar o corpo, mas me preocupo com a desproporção em relação à malhação do espírito.


Acho ótimo, vamos todos morrer esbeltos:"Como estava o defunto?".

"Olha, uma maravilha, não tinha uma celulite!


"Mas como fica a questão da subjetividade? Da espiritualidade? Da ociosidade amorosa?Outrora, falava-se em realidade: análise da realidade, inserir- se na realidade, conhecer a realidade.


Hoje, a palavra é virtualidade.

Tudo é virtual.Pode-se fazer sexo virtual pela internet: não se pega AIDS, não há envolvimento emocional, controla- se no mouse.


Trancado em seu quarto, em Brasília, um homem pode ter uma amiga íntima em Tóquio,sem nenhuma preocupação de conhecer o seu vizi­nho de prédio ou de quadra!


Tudo é virtual, entramos na virtualidade de todos os valores, não há compromisso com o real!


É muito grave esse processo de abstração da linguagem, de sentimentos:somos místicos virtuais, religiosos virtuais, cidadãos virtuais.


Enquanto isso, a realidade vai por outro lado, pois somos também eticamente virtuais.


A cultura começa onde a natureza termina. Cultura é o refinamento do espírito.Televisão, no Brasil - com raras e honrosas exceções -, é um problema:a cada semana que passa, temos a sensação de que ficamos um pouco menos cultos.


A palavra hoje é 'entretenimento' ; domingo, então, é o dia nacional da imbecilização coletiva.


Imbecil o apresentador, imbecil quem vai lá e se apresenta no palco, imbecil quem perde a tarde diante da tela.


Como a publicidade não consegue vender felicidade, passa a ilusão de que felicidade é o resultado da soma de prazeres:"Se tomar este refrigerante, vestir este tênis,­ usar esta camisa, comprar este carro, você chega lá!


"O problema é que, em geral, não se chega!


Quem cede desenvolve de tal maneira o desejo, que acaba­ precisando de um analista.

Ou de remédios.

Quem resiste, aumenta a neurose.


Os psicanalistas tentam descobrir o que fazer com o desejo dos seus pacientes.


Colocá-los onde?


Eu, que não sou da área, posso me dar o direito de apresentar uma su­gestão.


Acho que só há uma saída: virar o desejo para dentro.


Porque, para fora, ele não tem aonde ir!O grande desafio é virar o desejo para dentro, gostar de si mesmo,começar a ver o quanto é bom ser livre de todo esse condicionamento globalizante, neoliberal, consumista.


Assim, pode-se viver melhor.Aliás, para uma boa saúde mental três requisitos são indispensáveis:amizades, auto-estima, ausência de estresse.


Há uma lógica religiosa no consumismo pós-moderno.S

e alguém vai à Europa e visita uma pequena cidade onde há uma catedral,deve procurar saber a história daquela cidade - a catedral é o sinal de que ela tem história.

Na Idade Média, as cidades adquiriam status construindo uma catedral; hoje, no Brasil, constrói-se um shopping center.


É curioso: a maioria dos shopping centers tem linhas arquitetônicas de catedrais estilizadas;neles não se pode ir de qualquer maneira, é preciso vestir roupa de missa de domingos.

E ali dentro sente-se uma sensação paradisíaca: não há mendigos, crianças de rua, sujeira pelas calçadas...

Entra-se naqueles claustros ao som do gregoriano pós-moderno, aquela musiquinha de esperar dentista.Observam-se os vários nichos, todas aquelas capelas com os veneráveis objetos de consumo,acolitados por belas sacerdotisas.

Quem pode comprar à vista, sente- se no reino dos céus.

Se deve passar cheque pré-datado, pagar a crédito, entrar no cheque especial, sente-se no purgatório.Mas se não pode comprar, certamente vai se sentir no inferno...


Felizmente, terminam todos na eucaristia pós-moderna, irmanados na mesma mesa,com o mesmo suco e o mesmo hambúrguer do McDonald's.


Costumo advertir os balconistas que me cercam à porta das lojas:"Estou apenas fazendo um passeio socrático.

"Diante de seus olhares espantados, explico:Sócrates, filósofo grego, também gostava de descansar a cabeça percorrendo o centro comercial de Atenas.Quando vendedores como vocês o assediavam, ele respondia:"Estou apenas observando quanta coisa existe de que não preciso para ser feliz.


"Frei Betto é escritor, autor, em parceria com Luis Fernando Veríssimo e outros, de "O desafio ético" (Garamond).

domingo, 28 de setembro de 2008

Recrie-se




O Poder da Deusa Consagrando o Cotidiano


Mirella Faur


O ressurgimento do Sagrado Feminino nos traz uma nova visão espiritual. A espiritualidade centrada no culto à Deusa implica no respeito à natureza e à vida em todos as suas manifestações, no cultivo da compaixão e aceitação nossa e dos outros, no reconhecimento da intuição e sabedoria existentes – mesmo que latentes – em todos nós, na celebração alegra da unidade com toda a criação.


Para sentir o poder da Deusa, comece a perceber o sagrado em tudo que a cerca, em cada dia, em cada lugar. Talvez precise de algum tempo para notar e experimentar conscientemente momentos, vivências, encontros, que antes passavam de forma fugaz sem que você percebesse o seu valor.


Adquirindo uma nova consciência a sua vida torna-se mais rica, um acontecimento ou encontro não mais é algo fortuito, as “coincidências” passam a ser facetas da sincronicidade cósmica.A mulher tem um enorme poder dentro de si.


Não é o poder sobre alguém ou contra alguém, é o seu poder inato e ancestral, a sua intuição, percepção, compreensão, compaixão, criatividade, amor e conexão – consigo mesma, com os outros, com o Divino.


Nas antigas tradições e culturas o poder criativo e renovador da Deusa eram o símbolo da própria vida, a Terra e a mulher eram consideradas sagradas sendo suas representações. Nos cultos e mistérios femininos honravam-se os ciclos eternos que marcavam a vida do renascimento à morte, e desta para um novo início através do renascimento.


Vida e morte eram interligadas de forma misteriosa e divina, competindo às mulheres as tarefas de recepcionar e cuidar da vida (como parteiras, mães, curandeiras), assistir e auxiliar as transições (como xamãs e sacerdotisas) e servir como intermediarias entre o humano e o divino (profetisas, oráculos).


O poder da Deusa possibilita a expansão do potencial emocional, mental, criativo e espiritual inatos em cada mulher. O poder da mulher está na sua sabedoria, a compreensão intuitiva, imparcial e sábia dos processos e das surpresas da vida. Nem toda mulher pode ser jovem, bonita, culta, rica, mas todas as mulheres podem se tornar sábias, permanecendo serenas no meio do tumulto.


As mulheres que almejam o poder da Deusa cultivam uma forma diferente de espiritualidade, buscando expandir sua consciência, honrando a vida em tudo ao seu redor e transformando o mundano em sagrado. A chave para a transformação espiritual é o enriquecimento e o aprofundamento de sua vida interior, podendo assim acessar e confiar no seu Eu Superior.


Para nutrir e embelezar nossas vidas podemos usar inúmeros recursos, simples ou elaborados, como alguns dos seguintes:


1. Crie um espaço sagrado no seu lar, não somente através de um altar, mas usando sua inspiração, imaginação e amorosidade para que todos se sintam bem, protegidos, nutridos e amados;


2. Crie momentos sagrados – para si mesma ou compartilhando-os com amigos e familiares – caminhando na natureza, ouvindo música suave, jantando a luz de velas, lendo textos que nutram a alma, enriqueça a sua mente e elevem o espírito;


3. Entre em comunhão com a natureza, honrando a Deusa em todos os seus aspectos e manifestações. Não basta encher sua casa de plantas se você não entrar em contato real e profundo com a terra, a chuva, o vento, as nuvens, o Sol, a Lua, os animais – seus irmãos de criação;


4. Respire e consagre seu corpo como a morada da sua alma durante esta encarnação. Procure viver de forma saudável, fazendo suas opções com consciência, sem se agredir e sem culpar – a si ou aos outros – pelos seus problemas ou compulsões. Coma bem para viver melhor. Observe suas fugas e compensações, cuide da sua “criança” carente ou ferida ajudando-a a crescer, curando-a com amor e dando-lhe os meios adequados para se tornar forte e auto-suficiente;


5. Manifeste sua criatividade – escreva, borde, pinte, desenhe, faça colagens, modele argila, cante, recite, dance, aprenda algo novo, componha um poema ou canção, faça pão, comece um diário de sonhos. A mulher que não dá vazão construtiva à sua imensa capacidade criativa pode torná-la em energia destrutiva – contra si ou contra os outros;


6. Coloque em prática os ensinamentos espirituais. Não se contente em ler inúmeros livros ou participar de cursos e workshops se você não pratica aquilo que aprendeu. Para mudar, precisa viver de forma consciente, reconhecer e transmutar seus pensamentos negativos e ser sincera nas avaliações – suas e dos outros. Todas as experiências dolorosas da vida são aprendizados cujas lições podem contribuir para sua transformação. Algumas mensagens levam momentos para serem assimilados, outras, meses ou anos. Quando começar a compreender o significado dos acontecimentos da sua vida, você começou a crescer de fato e assim poderá abrir novas portas na sua vida, se usar a chave certa;


7. Encontre o equilíbrio entre o falar e o silenciar, se movimentar ou se aquietar. Procure se relacionar com pessoas que compartilham das mesmas buscas e que têm o mesmo nível vibratório. Participe de círculos de mulheres em que possa encontrar apoio para a sua jornada espiritual, em que possa confiar para expressar suas dores ou suas conquistas. Celebre a Deusa sozinha ou em grupo, encontrando assim a verdadeira fonte de seu poder, da sua cura e transformação. Cultive a Deusa dentro de você reconhecendo a sacralidade do seu corpo, da sua mente, das suas emoções, da sua vida. E ao reconhecer a Deusa dentro de si, você se tornará uma com Ela.


Fonte: http://sitioremanso.multiply.com/journal

domingo, 21 de setembro de 2008

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

O amor sabe de ti


O Amor sabe de ti muito além do que possas imaginar.

Ele te guarda precioso e intocável, além do tempo, além das tuas criações, além do teu sofrimento e da tua memória.

Sente que és Amor.

Nasceste da Sua semente, da Sua vontade e da Sua bênção, para que crescesses e vivesses com Ele.

Jamais poderás estar separado Dele, porque Ele é a tua essência.

O Amor olha por ti, e por vezes não O vê e nem O sente.

Cuida de ti, fala por ti, e por vezes não O percebes em ti.

Mas, o Amor não te abandona, sabe que um dia virás a Ele, porque este é o teu destino.

Então fica, paciente, a esperar pelo teu chamado.

E quando O chamares, saberás que Ele está em ti.

E quando O sentires em teu ser serás restaurado em Sua luz.

Sendo assim, doarás teu amor aos teus irmãos, para que estes, concebam-no e, rapidamente, possam, como tu, restaurarem à si próprios dentro da única realidade que Deus deixou para cada um dos Seus Filhos.

Sentes medo porque estás por demais acostumado a sofrer, consequentemente, pensas que és assim.

E te digo que não pode ser este o teu destino, porque és o meu igual, o meu amado irmão.O que a mim é dado, a ti é dado também.

Olha para ti, não há nada que possa ser comparado a tua beleza, a tua soberania, porque és filho do Amor e assim o Amor te desejou.

És pura beleza caminhando nesta terra.

Encontra a ti mesmo e o Amor te guiará, elevando-te às alturas do teu ser.

Um ser iluminado por sua própria natureza.

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